quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Banho grátis



Resumo da experiência: Banho turco gratuito, constrangedor, mas engraçado. Banho por 50 euros, valeu cada centavo.





Estava na Turquia e queria conhecer os hábitos do país, penso que não adianta viajar e cultivar os mesmos hábitos.

Ouvia muita gente falando sobre banho turco, placas indicando os mais tradicionais banhos de Istambul e decidi que iria experimentar.

O preço na melhor casa de banhos, a Çembertitas Hamami,  era equivalente a 50 euros. No hotel em que estava hospedada também existia uma placa indicando o tal banho no próprio hotel.

Olhando para os dois lugares, apostei no hotel. Não por já estar incluído na estadia, mas pela aparência. O Çemberlitas, hoje um spa, foi construído em 1584. Está muito bem preservado, com alas separadas para homens e mulheres, mas até descobrir a situação do Spa, fiquei reticente. Eu deveria antes, experimentar o banho no hotel, não acha?

Na noite em que tive tempo para ir relaxar no banho turco, fui atendida por uma moça, que além de nova funcionária, não falava inglês, espanhol e muito menos português. Decidi aproveitar meu banho turco mesmo assim.

Na entrada ela pediu para eu trocar a roupa por uma toalha. Guardei a roupa no armário, ela me apontou a porta da sala de banho. Lembro até hoje do "tchauzinho" meio sacana.

Entrei, quando olhei só percebi que eu era a única mulher entre uns 20 homens. Gelei mas fui adiante. Lá no fundo existia a mesa de mármore aquecida, onde era para deitar e relaxar. Eu deitei e fiquei pensando em como relaxar naquela situação. Nas paredes existiam lindas torneiras de bronze e umas canecas para o banho. Não são chuveiros, são torneiras na altura do quadril, é preciso sentar no chão, colocar água na canequinha e jogar cabeça abaixo. Horrível, além da água ser quase gelada a posição era desconfortável. Não quis saber do banho, nem do mármore. Minha experiência no banho turco tinha sido horrível, mesmo sendo de graça.

Quando estava saindo da sala de banho, avistei uma sala com uma enorme banheira com água quente, como não tinha ninguém naquela sala, resolvi ficar ali mesmo, afinal, eu teria que relaxar duplamente.

Alguns minutos se passaram e 3 homens falando em árabe, entraram e, com a maior naturalidade se juntaram a mim, fiquei ali imóvel, tentando não aparecer. Isso era um alívio. O que fazer em uma hora dessas? Simples, era só teria que sair dali.

Seria simples se eu não estivesse enrolada em uma toalha mínima e molhada, pesando muito. Perdi a vergonha, olhei para os 4 e fiz mímica, fiz sinal que eu ia contar até 3 e no 3 eles fechariam os olhos. Fizeram afirmativo com a cabeça e no 3 levantei e sai correndo. Se alguém abriu os olhos eu não descobri e nem quero.

Não estava satisfeita com meu banho gratuito. Na Turquia sem banho turco, é a mesma coisa que comer pão com "epa". Lá fui eu para a Çamberlitas.

Quando cheguei recebi um roupão, uma atendente guardou minhas roupas em um armário e segui a uma das ajudantes. A sala era enorme, bem no centro tinha uma mesa gigante em mármore. Eu não sabia muito bem o que fazer mas a moça falava inglês, para minha sorte.

Deitei na pedra de mármore e recebi uma massagem, após a massagem ganhei uma banho de espuma. Elas usam uma espécie de fronha com sabão e esfregam muito, assim forma uma imensa espuma por dentro. Essa com essa espuma que ela me deu banho, após estar relaxada e perfumada, fui para o "enxágue". Sentei em frente a "torneirinha" dourada e não achei nada desconfortável como na primeira vez, também, eu não precisava fazer nada.  Enquanto uma colocava água morna na tina a outra ia jogando em mim. O melhor ainda estava por vir. Ali mesmo começaram a lavar meus cabelos com shampoo. condicionador e massagem capilar. Banho pronto, recebi um roupão limpo e colocaram uma tolha em minha cabeça. Apontaram a saída e dessa vez tive vontade de ficar mais.


Resumo da experiência: Banho turco gratuito, constrangedor, mas engraçado. Banho por 50 euros, valeu cada centavo.

Fotos:Çembertitas Hamami

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Fantasma e motel grátis



 Resumo da experiência: Conheci lugares que poucos gaúchos ousaram conhecer. Vi um fantasma de perto. Inauguramos um motel. Hospedagem e café da manhã gratuitos. Adorei Porto Alegre!


Eu e duas amigas fomos para a EXPOINTER, Exposição Internacional de Agropecuária  em Porto Alegre - RS.Amigas de vários artistas não podíamos perder esse evento.

Carro pronto, amigas prontas, mas sem lugar para ficarmos. Hotel, isso era o que não faltaria em plena Porto Alegre.

Lá fomos nós. A estrada estava péssima, onde não tinha buraco, tinha reforma. Chuva forte a viagem inteira, mas o que nos acalentava era o encontro com os amigos, boas músicas e grandes histórias.

A feira era enorme, muita gente, diga-se de passagem, muita gente linda. Um povo educado, bem arrumado e simpáticos ao extremo.

Acabou o evento e fomos procurar um hotel. Inacreditável! Todos os hotéis na cidade estavam lotados por causa do evento.

Diminuímos o nível da exigência, teria que ter um quarto com banheiro e lugar para as três. Bastava ser limpinho. Todos os que achávamos com essas qualidades, estavam lotados.

Ok, ok, menos exigência. Poderia ser um quarto "seguro" para as três e sem banheiro mesmo. Procuramos, procuramos e....todos lotados.

A solução de nossos problemas parecia ter aparecido, vamos dormir em um motel!

Já era madrugada, nós acabadas de dirigir na estrada e por termos aproveitado a festa, resolvemos encontrar um motel. Perguntávamos aos taxistas, uns nem respondiam achando ser piada, ou até mesmo assalto, outros nos olhavam com um olhar convidativo, muitas vezes nem esperávamos a reposta.

Posto de gasolina sempre tem a solução. O frentista, tentando evitar com que o sorriso saltasse de seus lábios nos apontou um "tipo" de hotel. Fomos lá.

O lugar era meio macabro. Parecia um casarão abandonado e sem janelas, aliás, existiam janelas, mas estavam lacradas. No fundo um estacionamento com alguns "projetos de carro", parecia mais um ferro-velho. Encontramos a porta principal, ela estava aberta mas bloqueada por grades, parecidas com as do presídio. Lá no fundo um balcão e lá no balcão o "sei lá o que".

O "sei lá o que" veio atender a porta, ele era sinistro a própria visão de um filme de "zumbi-vampiresco-stein" com um avental branco e sujo. Ele passou a mão, limpado a teia de aranha da porta e perguntou se queríamos algo. Nossos olhares se cruzarem e falamos que se tratava de um engano. Partimos rapidinho.

Os olhos já nem piscavam mais, eles estavam praticamente fechados, o corpo não respondia, a água que passávamos no rosto, já não nos acordava e sim fazia parte do soninho. Alguma coisa me dizia que eu tinha que voltar a dirigir. Torcia para que cada sinaleiro demorasse ainda mais para abrir, ele era meu pit-stop.

Já na saída para Curitiba, avistamos, como em uma miragem, um motel. Metade sendo construído e outra metade por construir. Fomos atendidas por uma moça, seu marido e quatro filhos. (não sei o motivo de estarem acordados aquela hora).

Conversa vai, conversa vem, explicamos a situação. A moça, então, nos levou a uma das suítes. Bem, quase suíte, o banheiro não estava pronto. Estava perfeito para nós três desmoronarmos.

No quarto havia uma cama de casal, mesmo naquele estado, três mulheres adultas em uma só cama de casal não daria certo. Alguém fatalmente acordaria no chão. Bateram na porta e entrou o casal nos trazendo um colchão do quarto do filho, dizendo que o filho dormiria com eles aquela noite. Bum! Apagamos!

O sol começa a nascer e minha amiga que dormiu no chão apareceu como um fantasma em minha frente, um fantasma mesmo e com pedigree! Não reparamos, a noite e naquele cansaço, que o chão ainda estava cheio de cal e cimento. Quando minha amiga levantou, a única coisa escura que eu vi, foi a menina dos seus olhos, sua roupa, rosto e cabelos estavam em um total branco, como se tivesse tomado banho de "OMO" com "Q-Boa"!

Após o susto a dona do motel, nos cedeu o banheiro para seguirmos viagem cheirosas e bem arrumadas. Café da manhã preparado na sala da casa dela, com a família reunida, nos despedimos e fomos pagar a estadia. Nossa surpresa foi quando ela não aceitou o nosso pagamento dizendo que fez tudo isso por ter gostado de nós.

Hoje penso que lá em cima alguém gosta da gente. Sempre aparece a pessoa certa na hora certa e com a palavra certa. Espero um dia poder retribuir.

 Resumo da experiência: Conheci lugares que poucos gaúchos ousaram conhecer. Vi um fantasma de perto. Inauguramos um motel. Hospedagem e café da manhã gratuitos. Adorei Porto Alegre!

Poesia inédita de Paulo Leminski


Meu avó morava em uma "chácara" na continuação da Avenida Batel. Lembro que a casa, para mim, era um castelo. Aos olhos de uma criança tudo parecia ser enorme. Lembro bem da longa estrada que nos levava a casa, dos seus milhares de pinheiros, da sacada de pedra, da escada frontal, da sala de jantar com um corrimão que chamava qualquer criança a escorregar. Lembro de minha avó bordando em uma janela de vidro que tinha vista para o portão. Milhares de plantas, flores e bichos ao redor. E consigo sentir o aroma dos lençóis sendo "corados" ao sol.

O terreno era muito grande, além da casa, existia um galpão, uma garagem com alguns carros antigos, uma biblioteca feita de vidro bem no meio da mata e um rio. Lembro-me de que seu comesse tudo o que me serviam na hora do almoço, eu poderia ir catar pinhão e andar no rio. Eu sempre comia tudo!

Minha mãe me contou que era nessa biblioteca que meu tio Sérgio e o Paulo Leminski passavam as noites estudando. Estudavam as 7 línguas mortas. Segundo minha avó, o Sérgio e o Paulo só conversavam em latim.

A noite passava e os dois conversando, estudando, escrevendo, só iam dormir quando amanhecia o dia. Nessa hora minha mãe acordava e ia direto para a biblioteca arrumar os livros. O Paulo Leminski a ensinara arrumar todos por ordem alfabética. Todas as manhãs, minha mãe chegava e encontrava uns trocados, pagamento pelo serviço de arrumação dos livros.

Fico imaginando o quão fértil eram aquelas terras, pois nasceram poetas, pintores, fotógrafos, jornalistas, advogados, pessoas de bem e bom coração.

Após comentar a surpresa que tive ao ver a exposição sobre o Paulo Leminski no MON, vieram as histórias de família. Minha prima contou que no casamento de seus pais, meu tio Sérgio recebeu um presente do Paulo com um cartão, segundo ela, com uma frase maravilhosa, ainda não nos revelada. Ela também possui o livro Catatau de autoria do Paulo, assinada com seu polegar. Minha tia revelou que recebeu de presente, assinado e datado em 21/01/1960, uma poesia feita exclusivamente para ela. Com sua autorização, hoje, poderei publicá-la.

A poesia esta guardada até hoje em seu papel original, escrito em letra de forma, com formato infantil, com as seguintes palavras:

DIANA
Paulo Leminski
I
A tarde desmaia
Apolo vai cansado
Às aureas baias
Descanso dar ao iluminado
Carro brilhante do sol
II
A lua já nasce prateada
Banhando os bosques e as colinas
Onde o arroio sussurra escutadas
Palavras de amor das ninfas meninas
Aos faunos rupestres
III
Diana, Deusa caçadora
Já de ninfas cercadas
Afia as setas matadoras
E do arco de freixo armada
Aos campos sai silênciosa
IV
Qual javalí, qual veado
Dos golpes nāo se desconta
Se a Deusa no revaldo
As flechas lhe aponta
E as ninfas a observam
V
De carne providas
As ninfas regressam
E a Diana histórias vividas
De amores lhe contam
Que sorri compassiva
VI
A lua já está alta
E as ninfas a dormir estāo
Quando Diana se dirige
À gruta do gentil Endimiāo
Que repousa num leito de rosas.



Essas histórias vão muito além de serem contos familiares, são histórias e pessoas como essas que me fizeram crescer, aprender, e principalmente gostar de ler.

Viajar pelas páginas do conhecimento, viajar nas nuvens das lembranças, isso nos faz pessoas melhores, histórias e memórias de cada um, são os tijolinhos da construção de cada vida. Aí me pergunto, não está na hora de reunir a família e colocar as lembranças em dia? Quanto custa isso? Tempo? Quantas preciosidades estão "perdidas" em nossas casa, em nossa família com com nosso amigos e amores?

As lembranças e as histórias não podem ser esquecidas, nem devemos tentar apagá-las e sim, revivê-las, lembrá-las e perpetuá-las.

Hoje construímos nosso caminho e nossas lembranças futuras, mas quem irá contá-las aos nossos netos e bisnetos a saga que vivemos?

Reúna-se com a família e com os amigos, troquem lembranças, além de ser de graça, há possibilidade de boas risadas. Divirta-se: ontem, hoje e amanhã!

Cafuné grátis


Resumo da experiência: Troquei um casamento por um cafuné! Foi tenso e relaxante ao mesmo tempo. O São Paulo ganhou o jogo. Paguei só a escova, a massagem capilar foi gratuita. Fiz novas amizades e me diverti muito.


No ano de 1997 fui convidada para ir ao casamento de uma amiga em Mogi das Cruzes.

Como tenho o pé na estrada, não pensei duas vezes. Separei a bagagem, vestido, maquiagem, perfume, sapato, coloquei tudo no carro e "caí" na estrada.

Lá em ficaria em um hotel, perto da igreja, tudo certo reservado, arrumado, cheguei em Mogi.

O hotel era um tanto, digamos, "rústico" e muito "antigo". Nesse hotel estavam hospedados os parentes da noiva e eu, a única amiga de Curitiba.

Eu precisava urgente arrumar meus cabelos, fui andando pela redondeza e achei um salão. Pensando bem, devia ser do mesmo dono do hotel, pois ele também era meio "rústico e "antigo".

Sábado a tarde e nenhuma outra opção melhor para fazer uma escova. Entrei no salão.

Um senhor de aproximadamente 130 anos me atendeu, na verdade ele devia ter uns 70 na época, mas aparentava bem mais, principalmente por sua agilidade de locomoção. Ele devia ser o dono do salão e do hotel, pois ele também era "rústico" e "antigo".

Após a afirmativa de que ele lavaria e me faria a escova, ainda reticente, sentei na cadeira do lavatório. Bem em frente, pendurada na parede, tinha uma televisão que transmitia o jogo do São Paulo.

O casamento estava marcado para começar as 18h e eu entrei no salão perto das 15h.

O senhor (não me lembro o nome) começou a lavar meu cabelo. Lavou, lavou , lavou, lavou e não parava  mais de lavar. Ele estava prestando atenção ao jogo. seus olhos estavam vidrados na tela e sua mão massageando minha cabeça.

O cafuné estava tão bom que eu nem pedi para ele se apressar. Entre uma dormida e outra, eu olhei no relógio. Cinco e meia da tarde e eu ainda ali no lavatório. Eu tinha duas opções: ir ao casamento com os cabelos molhados ou aproveitar o cafuné! O que fiz: Claro, aproveitei o cafuné!

Cabelos escovados, corri ao hotel, me vesti, me maquiei e fui à igreja. Quando cheguei a noiva já estava de aliança e quase pronta para beijar o noivo. Sai a "francesa", sentei em um banco de praça bem em frente a porta da igreja e fiquei lá fora esperando. Pensei que a noiva nem iria notar a minha falta agindo daquela forma.

Sentei no banco de praça e fiz amizade com vários meninos de rua. Ficamos ali conversando até a noiva sair.

Quando a noiva chegou bem em frente a porta, me olhou e vi que seus olhos arregalaram, não sei se por ela te achado que eu tinha levado todos aqueles meninos ao casamento, ou, pelo simples motivo de sua madrinha ter faltado ao casamento.

Não contei isso, caro leitor. na verdade nem eu sabia. Ela ia me fazer uma surpresa e na hora do casamento me avisaria que eu seria madrinha. Pois é, a madrinha faltou o casamento, por causa de um cafuné!

Essa minha amiga tem um coração tão grande que além de não ficar chateada pelo atraso, ainda levamos todos meus novos amigos á recepção.

Foi uma delícia essa experiência, além de ainda conseguir ver o beijo dos noivos, mesmo do lado de fora da igreja, me diverti muito e fiz novos amigos.


Resumo da experiência: Troquei um casamento por um cafuné! Foi tenso e relaxante ao mesmo tempo. O São Paulo ganhou o jogo. Paguei só a escova, a massagem capilar foi gratuita. Fiz novas amizades e me diverti muito.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sorteio do Livro Agonias Ilustradas -- Jeferson Bandeira


Hoje postei um texto sobre o livro Agonias Ilustradas de Jeferson Bandeira.

Acabei de saber que ele acaba de me presentear com um livro para sortear.

Não perca tempo, participar é muito fácil, é só comentar aqui.

Dia 15 de fevereiro faremos o sorteio.

Boa sorte!


Agonias Ilustradas - Jeferson Bandeira




 


Resumo da experiência: Adorei o livro, a embalagem, o conteúdo e a dedicatória. Para quem desejar "boas cartadas", é uma ótima pedida! Indico!


Recentemente conheci alguns escritores da Liga dos Autores Free. Foi uma grata surpresa, já comentado em outro texto.

É engraçado como os laços de amizade se intensificam por meio da leitura.

Ganhei de presente do Jeferson Bandeira, o livro Agonias Ilustradas.

O correio demorou mais de uma semana para entregar, lamentável. Ontem o livro chegou!

A surpresa começou pela embalagem, uma linda caixinha de "baralho", dentro, como se fossem as cartas do jogo, o livro.

O livro é lindo, fiquei mais feliz ainda por ter vindo com dedicatória.

Amo jogar baralho: Poker, Truco, Mau-mau, Baccarat e por ai vai. Aliás, baralho com palavras muito bem escritas, para mim, além de criativo, mostra bom gosto.

O livro é composto por micronarrativas, enumeradas como as cartas, com naipes e sem esquecer da carta coringa.

Os textos são ótimos, alguns fáceis de ler, outro nos exige pensar, mas com certeza, todos de ótima qualidade.

Eu fiquei inquieta, não consegui parar de ler. Hoje na sala de espera, no consultório médico, duas pessoas me perguntaram o que eu estava lendo, isso mostra que mesmo antes de abri-lo, o livro já chama atenção.

Gostei muito, valeu minha semana de espera.

Eis uma Amostra Grátis do livro Agonias Ilustradas.

Jardim do Éden
Jeferson Bandeira

Timidamente, vê soltar-se botão a botão, num ritmo leve e empolgante.
Os olhos mostram ser tudo natural.
Quando quase toda rubro-nua se desperta arfante a inaugural roseira.

Resumo da experiência: Adorei o livro, a embalagem, o conteúdo e a dedicatória. Para quem desejar "boas cartadas", é uma ótima pedida! Indico!





Pitaia Grátis


Resumo da experiência: Pitaia, linda e sem gosto. Posso comprar para decorar um prato ou a mesa, mas como parte do cardápio, eu não gostei.


Hoje pela manhã, fui comprar frutas e verduras, Sem querer fazer propaganda, sempre compro na Hortti Frutti Boa Vista, além de terem produtos de ótima qualidade, o atendimento é VIP.

Sou fascinada pelo gosto das comidas asiáticas, já saboreei vários pratos, mas nem sempre tive a "coragem" de perguntar o que era. Sei que gostei e ponto final!

Olhei a Pitaia e me deu água na boca, como estou escrevendo sobre as coisas gratuitas que a vida nos oferece, ganhei a linda frutinha.

Ela é linda, cor-de-rosa forte como se fosse uma alcachofra travestida. Como dizem os "modernos": Fruta "vibe"!

A Pitaia é cultivada no Vietnã, Malásia, Israel e China, no Brasil a sua produção está iniciando, mas pode-se encontrar produtores no norte e sudeste do país.

O nome pitaia é uma espécie de cactos epífitos e seu nome significa fruta-dragão. Acho que parece mais uma fruta Drag queen.

Lavei a fruta, e fiquei até com medo dela desbotar, de tão forte a sua cor. Dentro dela, a primeira vista, parece um sorvete de flocos. Linda, bem branquinha com uma espécie de gergelins negros.

Achei maravilhosa a cor de fora, misturada com a cor de dentro. Daria uma linda echarpe.

Seu interior é macio, bem fácil de raspar com a colher, enquanto eu raspava, ela parecia formar bolas de sorvete.

A essa altura eu já não queria mais saber de fotos, mas sim, experimentar.

Decepção total! É um pouco azedinha, sem muito gosto, mais bonita do que saborosa. Agora entendi o motivo dos chineses diabéticos a utilizarem no lugar do arroz.

Você conhece alguma receita que intensifique o gosto dessa fruta? Se conhecer me envie, preparo o prato e depois conto como foi.


Resumo da experiência: Pitaia, linda e sem gosto. Posso comprar para decorar um prato ou a mesa, mas como parte do cardápio, eu não gostei.