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quinta-feira, 14 de março de 2013

Participe - Aula experimental gratuita


O que você acha de me ajudar na construção deste blog?

Eu tenho recebido vários convites de aulas experimentais gratuitas e não tenho tido tempo de fazer todas.

Se você tiver um tempinho e quiser participar, me avise que agendo para você.

A única exigência é que você escreva um texto relatando o evento, assim todos ficarão sabendo sobre sua experiência e sobre o serviço prestado pela empresa!

Quer curtir a vida, sem gastar com isto? Participe!!!!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Aula de escalada indoor grátis





Resumo da experiência: Ginásio de escalada Campo Base é um lugar divertido com muita gente simpática e que entende do assunto. Escalada ficará na memória de uma feliz criança que escalava no Marumbi. Escalada indoor, não quero mais!


Quando eu era criança eu sempre ia para o Marumbi com meu tio e com meus pais. Lembro que subia aos topos das montanhas sem grandes dificuldades. De muitas passagens duas delas são muito presentes.

Certo dia já no cume do Facãozinho, paramos para fazermos um lanche. Lá de cima era possível ver o trem passando, lembro que o seu tamanho era menor que meu dedo mindinho. Peguei a minha preferida bolacha São Luiz de chocolate e derrubei o pacote, sem querer. Quando fui pegar o pacote escorreguei e meu pai me segurou pelas pernas, dizendo que nuca mais eu deveria pegar algo que caísse de lá. Caso contrário eu nunca mais comeria, pois não estaria mais neste plano.

A segunda história que rende muitas risadas é que minha mãe tinha um modo todo especial de escalar. Abria mão das botas e usava sapatos, no lugar da mochila usava malas e sempre lavava ao Marumbi o seu secador de cabelos e seu espremedor de sucos. Detalhe, na casa não existia luz elétrica.


Depois de muitos anos sem escalar, resolvi fazer uma aula experimental de escalada Indoor.

Cheguei às 20 horas no Campo Base, ginásio de escalada indoor em Curitiba. O ambiente é bem descontraído, colorido e alto astral. Já na entrada vi as enormes paredes coloridas, cheias de risquinhos que no primeiro momento eu não consegui entender o que era.

Fiz o cadastro e ganhei 2 horas de aula experimental. Recebi a cadeirinha, um par de sapatilhas e fui fazer o alongamento. Enquanto me alongava fiquei observando os demais. Várias pessoas faziam malabares ou escalavam até o teto, parecia ser tão fácil.

Após o alongamento recebi orientação de como colocar a cadeirinha, aliás ela é bem mais confortável do que imaginei. A sapatilha já foi um caso a parte. Ela deve ser uns dois números menores que meus pés, horrível de calçar e pior ainda foi ficar com aquela coisa. Sei que é justa para que tenhamos aderência a parede, os dedos devem virar ganchos para segurar nas pedras, mas as sapatilhas deixaram meus pés formigando de tão apertadas. A professora falou que era normal, então quem sou eu pra discutir. Meus dedos pareciam uma tainha fazendo alongamento em uma “mini” lata de sardinha. 

Segundo a professora, o alpinista tem dois prazeres, quando chega ao cume e quando tira a sapatilha. Deve ser muito mais confortável subir montanhas com salto alto. (minha mãe tinha razão)

Lá fui eu com a sapatilha, cadeirinha de segurança, me achando a alpinista. Chamamos um instrutor e ele nos explicou como prender a corda, como soltá-la e por onde deveríamos começar.

Cada pedra tinha uma fita colorida indicando qual o caminho a ser percorrido dependendo do nível de dificuldade.  O menor nível de dificuldade é o 3, ainda não sei o que fizeram com o 1 e com o 2.

Minha amiga subiu antes, amarramos a corda da cadeirinha dela na minha e eu fiquei no chão esperando. Minha amiga subiu que foi uma maravilha, bem rapidinho, super ágil e de forma bastante inspiradora. Para ela descer eu tive que ficar soltando a corda suavemente. Ralei toda minha mão, prendi o dedo no gacho da cadeirinha e quebrei a unha, mas fora isso, estávamos as duas sãs e salvas. (na próxima, se houver, levarei luvas) Eu que só saio da piscina pela escadinha, já fiquei suando antes mesmo de subir pela parede.

Me preparei e subi. Fui pelo nível 3 de dificuldade. Acho que colocam o inicio pelo nível 3 para termos a sensação de que escalamos bem, quem quer começar pelo 1? Eu já estava no nível 3.....rs

No começo foi um pouco difícil, mas consegui subir. O que mais gostei de tudo isto foi descer.

Minha amiga subiu no nível 4. Ela quase caiu umas 5 vezes, como eu estava segurando ela pela corda, então eu salvei a vida dela 5 vezes, concorda?

Resolvi subir novamente, mas ainda pelo nível 3, e lá se foi mais uma unha! Cheguei a conclusão que serviço de manicure em lugares de escalada indoor, é mais necessário que ambulâncias de plantão.

Eu subi só duas vezes e minha amiga parecia não se cansar. Fiquei feliz em ser sua segurança no solo. Duas horas depois eu estava cansada, suada, descabelada com a unha quebrada, mão ralada e sem sentir mais meus dedos dos pés.

Depois desta aula eu tenho que discordar da professora, acho que os dois prazer desta alpinista que vos escreve são: descer pelo paredão e atravessar a porta da saída.

O Campo Base é um lugar gostoso, descontraído, professores bem simpáticos e que realmente entendem de escalada. 

Tenho certeza de que muita gente adora e dou o maior apoio. Para mim, foi somente uma aula grátis, prefiro um sapato confortável, unhas feitas, mãos macias e visualizar a paisagem natural que uma escalada nas montanhas nos proporciona. Será que é pedir muito?

Resumo da experiência: Campo Base é um lugar divertido com muita gente simpática e que entende do assunto. Escalada ficará na memória de uma feliz criança que escalava no Marumbi. Escalada indoor, não quero mais!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Aula de hipismo grátis


Resumo da experiência: Estou toda dolorida, difícil de executar qualquer movimento. Amei a aula de hipismo, amo cavalos e o melhor foi ver o brilho nos olhos de minhas filhas. Fui fazer uma aula experimental e resolvi praticar o esporte. Espero que minhas dores não trotem e sim, que passem a galope!



Ontem fui fazer aula de hipismo na Sociedade Hípica Paranaense.

Amante de cavalos, passei minha infância e adolescência, perto deles. Frequentava a Hípica do Circulo Militar do Paraná. Eu não tinha o meu cavalo e não fazia aulas, mas andava a cavalo no picadeiro para cansá-los, servia o lanche (torrões de açúcar mascavo), ajudava a dar banho, escovar e até fazer tranças nas crinas. Amava tudo aquilo, sabia o nome de cada um o temperamento e as preferências alimentícias.

Na hípica existia um cavalo que era a minha paixão, o nome dele era Apache. Ele era enorme, marrom com branco e algumas marcações em preto. Nele era proibido montar. O porte, a forma de sua cabeça, sua crina maravilhosa me faziam sonhar em ser uma amazona.

Não sei o motivo, mas resolvi praticar outros esportes mais radicais e os cavalos viraram meu hobby.

Ontem fui fazer a minha aula de hipismo. O problema já começou em casa, qual roupa vestir? Botas de cano alto, só as de salto alto. Usei tênis. Culote de montaria eu não linha, a calça mais próxima disto era uma legging. Eu tinha camisa pólo, mas já que estava totalmente descaraterizada, coloquei uma outra blusa qualquer. Para não ficar tão, mas tão medonha a roupa, coloquei meu anel de cavalo e fui. Como se o anel mudasse muito alguma coisa!

Cheguei na hípica e fui muito bem atendida. Fui levada às cocheiras para conhecer os cavalos. Um mais lindo que o outro, escapei de algumas mordidas, mas estava adorando o passeio e o ambiente que me remeteu à infância.

Para minha maior surpresa, confesso que fiquei emocionada, um senhor que estava alimentando os cavalos me contou que ele era o tratador do Apache. Trabalhou 15 anos no CMP e durante esse tempo ele foi o responsável pelo Apache. A saudade bateu no peito!

Recebi um capacete e segui o professor e o "meu" cavalo. Zabup era o nome dele. Ele não era muito alto, era todo castanho e muito meigo. Montei no Zapub. Como já comentei, andar a cavalo era uma paixão, pensei que seriam fáceis os próximos 30 minutos. Só achei.

Segurei as duas rédeas com uma das mãos. O professor já me corrigiu, cada rédea deveria ser segurada com uma única mão, uma para cada rédea e com o dedo minguinho por baixo da rédea. Para melhor segurança eu deveria tirar os anéis, nãoooooooo, meu anel de cavalo nãaaaooo, fui com o anel mesmo. As mãos não deviam ser apoiadas na cela. Imagine ficar com as mãos sem apoio em uma mesma posição por meia hora.



Recebi a orientação para nunca apontar o cavalo para o meio da pista, onde existiam as barreiras de salto, caso fizesse isto o cavalo provavelmente saltaria. O cavalo não saltou, mas naquele momento, meu coração sim.

Os pés deveriam ficar em uma posição um tanto diferente. Os estribos ficam quase nas pontas dos pés e os calcanhares deveriam permanecer apontados para o chão. Posição desconfortável. Meus pés não me obedeciam, sempre escorregavam para frente e meu tênis acabava prendendo no estribo. Fora esta posição dar mais equilíbrio (segundo o professor), ela também ajuda, em caso de queda, o cavaleiro se soltar do cavalo.

Dei algumas voltas ao redor da pista e o professor achou que estava no hora de me fazer trotar, eu prefiro galopar, mas atendi prontamente. Achei que estava fazendo certo, o trote estava lindo, pelo menos eu achava... Não era o cavalo que faria o movimento de trote, enquanto ele trotava eu deveria fazer o movimento de subir e descer sem movimentar o corpo e os pés, somente as pernas fariam força. Eu jurava que o movimento de sobe e desce era feito suavemente e sem a ajuda humana.

Tentei, ele disse que estava ótimo, só faltava acertar o ritmo, pois eu estava subindo e levantando umas 4 vezes em cada trote, eu parecia uma britadeira sobre cavalo. Acertei o ritmo e continuei. Neste sobe e desce a minha coluna começou a sentir. Continuei. Minhas nádegas começaram a doer. Minhas pernas amorteceram. Meus braços doíam muito.


O dia estava maravilhoso, sol, céu azul e nenhuma pingo de chuva. Lindo mesmo, tão lindo que parecia que em cima do cavalo eu estava mais perto do sol. Meu cabelo escorria de suor dentro daquele capacete. Os braço além de doídos estavam torrando ao sol, mas vamos trotar!!!

25 minutos depois, pare o mundo que eu quero descer! Acabei a aula um pouco mais cedo, por iniciativa própria. Minhas filhas foram montar.
Quando todas já haviam montado, fomos guardar o Zabup. Ele não parecia tão cansado quanto nós.

Na saída fomos saber sobre a matrícula, sobre lojas para comprar culotes, capacetes e botas. Demos tchau ao Guilherme (um pônei muito fofo) que nos observou durante toda a aula e partimos com a sensação de quero mais.

Após a aula, fomos à casa de minha mãe tomar um delicioso banho de mangueira no jardim para finalizar o dia.

Eu não escrevi este texto ontem pois sabia que ele daria continuidade.

Quando cheguei em casa ontem a noite, eu já estava dolorida, sentar estava praticamente impossível. Meus pés estavam doloridos, pois como não fui com as botas específicas, os estribos ficaram machucando.

Hoje acordei com tudo doendo. Não posso ser injusta, não estou com tudo doendo, meus cílios estão bem! Agora fica a dúvida, faço mais uma aula hoje ou espero passar a dor para começar?

Resumo da experiência: Estou toda dolorida, difícil de executar qualquer movimento. Amei a aula de hipismo, amo cavalos e o melhor foi ver o brilho nos olhos de minhas filhas. Fui fazer uma aula experimental e resolvi praticar o esporte. Espero que minhas dores não trotem e sim, que passem a galope!